14 de dez de 2011

Conheça os segredos da alvenaria estrutural

Nada de vigas nem pilares. O nome desse método já diz tudo: são as paredes que sustentam a casa. Com isso, a economia é certa e a boa notícia é que, usando aço e concreto em alguns pontos, a imaginação não tem limites.
Todos os sobrados deste condomínio paulistano foram erguidos apenas com blocos de concreto. Casas de dois pisos, antes pouco comuns na alvenaria estrutural, ficam seguras com a ténica usada pelo arquiteto Marcos Acayaba, o grauteamento: depois que as paredes estão prontas, os furos dos blocos recebem, em alguns pontos, barras de ferro e concreto.

Principal vantagem de dispensar pilares e vigas na hora de construir é a economia. "A alvenaria estrutural pode representar uma redução de até 30% no custo final de uma obra em relação ao sistema convencional", diz o arquiteto João Luiz Rieth. Como não ocorre quebra de blocos, desperdiça-se pouco material. "No convencional, as paredes são erguidas e depois rasgadas para que as tubulações fiquem embutidas. Nesse método, canos e fios passam por dentro dos blocos ao mesmo tempo que a parede sobe", explica o arquiteto paulista Maurício Tuckshneider. Também se reduz o volume de fôrmas de madeira, usadas para moldar vigas e pilares. O canteiro fica mais limpo e organizado, com menor risco de acidente. Além disso, como a casa será mais leve, você ainda economiza nas fundações. Interessado? Veja abaixo as perguntas mais freqüentes sobre esse método construtivo.
Alvenaria autoportante é o outro nome desse método, adotado também na casa de 275m², em Criciúma, SC. O arquiteto João Luiz Rieth escolheu blocos cerâmicos de argila branca (5,5 x 11 x 22 cm) da Casa Grande com 21 furos. A estrutura tem grauteamento, cintas e grampos.

Aqui, os blocos são cerâmicos estruturais da Gresca. Além do grauteamento, o arquiteto João Benassi empregou cintas horizontais no perímetro da casa de 380m², em Jundiaí, SP. Para isso, faz-se uma das fiadas da parede com um bloco especial, semelhante às canaletas.

Que profissional procurar para construir com alvenaria estrutural?
O primeiro passo é contratar um arquiteto e mostrar seu interesse em usar esse tipo de estrutura. Ele fará o projeto, mas depois vocês terão que trabalhar com uma equipe de profissionais. Um deles é o calculista, que adapta as medidas da construção às dimensões dos blocos utilizados. Entram em ação também os engenheiros de hidráulica e elétrica, que devem deixar tudo pronto e integrado. Os pedreiros que executarão a obra precisam estar familiarizados com a alvenaria estrutural, que não permite paredes sem prumo, blocos quebrados ou retrabalho. A contratação de tantos especialistas exige um investimento inicial alto, mas que se paga depois, no decorrer da obra.
Neste condomínio em São Paulo, o arquiteto Enio Aronis adotou um sistema misto. No andar de cima dos sobrados, a alvenaria estrutural é de blocos de concreto da Glasser (13 x 19 x 39 cm). Grampos metálicos - peças de ferro que reforçam a união entre blocos - travam as paredes. No térreo, há pilares de concreto.

Os blocos devem ser especiais?
Sim. As paredes precisam ser erguidas com blocos estruturais de cerâmica, silicocalcário ou concreto. As empresas que fabricam tais produtos oferecem várias medidas, pois os blocos não podem ser quebrados. Há também modelos especiais para acolher a tubulação. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) já normatizou esses materiais e você deve requisitar ao fabricante documentos que comprovem os ensaios de resistência já realizados. A Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer) e a Associação de Cimento Portland (ABCP) podem informar sobre testes e processos de fabricação. Nunca empregue blocos de vedação comuns - eles não suportam o peso da casa. Escolha ainda uma argamassa com qualidade. Existem normas também para a argamassa, que deve ter boa aderência e resistência à compressão de 5MPa, no mínimo. Essa informação está normalmente na embalagem.

Quais os problemas mais comuns?
Se o projeto for mal concebido, alguns pontos da parede próximos às portas e janelas podem rachar. Para evitar isso, o arquiteto deve conversar com o calculista e descobrir o melhor lugar para posicionar as aberturas, além de fazer as chamadas amarrações com vergas e contravergas - usando barras de aço e concreto - nos devidos pontos.

27 de out de 2011

As leis da arquitetura na perspectiva de um físico

Palavras-chave: ordem estrutural, arquitetura, regras de desenho

Resumo:
Três leis de ordem arquitetônica são obtidos, por analogia, a partir de princípios fundamentais da Física. Elas são aplicáveis tanto às estruturas naturais como àquelas criadas pelo homem. Elas foram utilizadas para construir edifícios que satisfizeram o conforto emocional e de beleza nos maiores prédios históricos do mundo. Estas leis estão de acordo com a Arquitetura clássica, bizantina, gótica, islâmica, oriental e Art-Nouveau, mas não de acordo com as formas arquitetônicas modernistas dos últimos 60 anos. Aparentemente, a Arquitetura modernista do século XX contradiz intencionalmente todas as outras formas arquitetônicas a partir da negação da ordem estrutural.


1. Introdução
A Arquitetura é a expressão e a aplicação da ordem geométrica. Poder-se-ia esperar que o objeto pudesse ser descrito por Matemática e Física, mas ele não é. Não há nenhuma formulação aceita sobre como a ordem é obtida em Arquitetura. Considerando que a Arquitetura, mais do que qualquer outra disciplina afeta a humanidade através do ambiente construído, nossa ignorância do real mecanismo é surpreendente. Nós nos concentramos no entendimento das estruturas naturais inanimadas e biológicas, mas não nos padrões sistemáticos refletidos em nossas próprias construções.

Existem construções históricas que são universalmente admiradas como sendo as mais belas. (Seção 2). Estes incluem grandes templos religiosos do passado (1) e a riqueza cultural contida nas várias Arquiteturas nativas. (2,3) Ambas foram construídas segundo as mesmas regras básicas e essas regras podem ser deduzidas a partir das próprias estruturas. Esse conjunto de regras empíricas foi analisado e coletado no livro “Pattern Language” de Alexander.(4)

As leis estruturais são a base da Física e da Biologia, e nós esperamos que leis similares funcionem para a Arquitetura também. Alexander propõe um conjunto de regras que governam a Arquitetura, baseado na hipótese de que a matéria obedece a uma ordenação complexa na escala macroscópica. Mesmo considerando que forças tais como eletromagnetismo e gravidade sejam muito fracas para serem responsabilizadas por isso, os volumes e as superfícies aparentemente interagem de uma maneira que imita a interação microscópica das partículas. A Arquitetura pode assim, ser reduzida a um conjunto de regras que são próximas das leis da Física.

Usando analogias com a estrutura da matéria, três leis da ordem arquitetônica são postuladas aqui. (Seção 3). Elas são checadas em três diferentes caminhos:

(1) estarem em concordância com os mais reconhecidos prédios históricos
de todos os tempos(1);
(2) estarem em concordância com 15 propriedades abstraídas, por Alexander(5), de
criações arquitetônicas ao longo da história humana ;
(3) concordarem com formas físicas e biológicas.

Este resultado representa uma aplicação, exitosa, da abordagem dos físicos a um problema altamente complexo e que havia, até agora, resistido à formulação científica.

As leis podem ser aplicadas para classificar estilos arquitetônicos de uma forma que não havia sido feita anteriormente. (Seção 4). Embora a maior parte da Arquitetura tradicional siga as três leis, os prédios modernistas fazem o oposto do que dizem as três leis. Este resultado categoriza a arquitetura tradicional e a Arquitetura modernista em dois grupos separados. Parece que todas as construções são criadas por uma aplicação sistemática das mesmas três leis, quer seja as seguindo ou se opondo a elas.

Até esse ponto, os resultados não distinguem qual Arquitetura, tradicional ou modernista, é “melhor”. No entanto, Alexander, em companhia do Charles, o Príncipe de Gales, preferem a Arquitetura tradicional. Eles também estão convencidos de que a Arquitetura tradicional é mais adequada à Humanidade por razões fundamentais, e não por uma questão meramente de gosto. A Seção 5 apresenta argumentos que sustentam essa visão. A base desses argumentos é o sentimento de conforto que é obtido em um prédio e a singularidade da ordem estrutural.

A infra-estrutura social em projeto mínero-industrial

Pode-se dizer que a infra-estrutura social de um empreendimento mínero-industrial é o conjunto de atividades que dele fazem parte e que não estão diretamente vinculadas à sua atividade-fim, sendo, entretanto, necessários para o bem-estar da população que irá operar.

Quando um empresário seleciona o local para a implantação de sua indústria, ele o faz em função da infra-estrutura (inclusive social) disponível, que mais satisfaça seus interesses, fornecendo-lhe o maior número de alternativas que beneficiem o seu empreendimento.

A implantação de um projeto mínero-industrial não pode ser encarada sob esses aspectos. Em muitas casos as infra-estruturas operacional e social já existem nas suas proximidades e, então, um "ajuste" ou complementação são suficientes. Em outros casos é preciso começar "do zero", o que ocorre quando a área a ser explorada está afastada dos centros urbanos, distante das vias de transporte, linhas de transmissão de energia, etc. Existem muitos empreendimentos nestas condições no Brasil e, aos seus moradores, geralmente, procurou-se fornecer condições adequadas de vida. Os resultados nem sempre correspondem às expectativas e, provavelmente, apesar das intenções corretas dos seus projetistas, os seus enfoques não foram suficientemente abrangentes.

Em qualquer situação, são inúmeros os fatores a serem levados em conta quando da implantação de um núcleo urbano de apoio a uma instalação mínero-industrial. As condições de conforto que serão oferecidas aos seus operadores, seguramente se refletirão nos níveis de produtividade do empreendimento. O trabalhador que irá se deslocar para sua posição de trabalho, se sentirá melhor para exercer suas funções, se souber que sua família dispõe de resguardo e proteção adequados, seja em relação à habilitação propriamente dita, seja em relação à educação dos filhos, às condições de saúde, de abastecimento e até mesmo de lazer. Num ambiente onde a empresa empregadora é a dona da casa, do super-mercado, do hospital, da infra-estrutura urbana, etc., o funcionário tende a ser mais crítico em relação ao seu patrão. Quanto mais elevado o seu grau de satisfação, menor tenderá a ser o turn-over e, por conseqüência, menores os custos de instalação pessoal.

Independentemente dos enfoques empresariais em relação a este assunto, deve ser ressaltado o aspecto social propriamente dito, que uma instalação moderna, confortável e, além de tudo, completa, tem condições de propiciar na cobertura das necessidades de seus funcionários. É um fato, sem dúvida, que instalações de boa qualidade provocam o engrandecimento pessoal e profissional dos trabalhadores, mesmo que sejam superiores às que eles dispunham até então.

Características da Infra-estrutura Social - O Projeto
A implantação de um empreendimento de exploração mínero-industrial junto a algum núcleo urbano exitente pode facilitar sobremaneira a instalação de sua infra-estrutura social. Ajudar a desenvolver um núcleo urbano existente é sempre mais simples que implantá-lo por completo, mesmo que as condições daquele, inicial, sejam precárias. A implantação de um empreendimento de vulto em regiões remotas é, via de regra, benvinda pela população local que, na maioria das vezes, não visualiza os aspectos negativos que daí poderá advir. Se estes aspectos não forem corretamente enfocados pelo empreendedor (por exemplo, a não recuperação do meio ambiente predado), as conseqüências daí decorrentes poderão ser altamente maléficas para as populações nativas da área.

Qualquer assentamento urbano que vai ser desenvolvido, seja ampliando um que já exista, seja criando uma estrutura inteiramente nova, deve sempre poder contar com a colaboração de uma equipe de profissionais de todas as atividades envolvidas, não só aquelas humanas (como sociólogos, psicólogos, assistentes sociais, médicos sanitáristas, etc.) e de proteção ao meio ambiente.

O urbanista (geralmente um arquiteto) tem todas as condições de liderar uma equipe técnica apta a dimensionar e projetar a infra-estrutura social de um empreendimento. A sua formação técnica e humanista lhe permite conciliar as atividades dos diversos profissionais necessários, chamando cada um a contribuir, nas ocasiões próprias, com o seu conhecimento especializado. É no núcleo urbano, o produto final da infra-estrutura social, que irão se concentrar todas as condições da qualidade de vida preconizada. Por outro lado, o envolvimento do empreendedor junto às equipes de projeto é muito importante, principalmente nas etapas iniciais, de dimensionamento e conceituação das instalações. O relacionamneto entre os técnicos e o empresário, desenvolvendo um trabalho interativo num ambiente profissional de confiança, irá acelerar o processo de tomada de decisões e, seguramente, beneficiar o resultado final visado, que, em última instância é oferecer aos usuários instalações adequadas e confortáveis a um custo compátivel com o empreendimento. Justifica-se, também, a presença do proprietário junto à equipe de projeto, pois, é ele quem irá viver nas (e conviver com as ) instalações projetadas.

Dimensionamento das Instalações
O tamanho e as condições do empreendimento irão determinar o número dos empregados chamados diretos, necessários à produção propriamente dita. A este contingente deve-se adicionar outro, dos empregados denominados indiretos, que são aqueles necessários a operar a infra-estrutura social.

Neste último grupo estão, além dos funcionários do empreendedor, os das empresas públicas e privadas presentes no núcleo urbano. Não é possível determinar a priori uma rlação entre as quantidades de empregos diretos e indiretos neste tipo de instalação. Eles variam de acordo com o equipamento industrial, as etapas de expansão, as facilidades já existentes na área, etc.

O dimensionamento necessita, ainda, de outros dados, como nível de renda dos habitantes, informações sobre sua origem, grau de escolarização, estado civil, número de filhos, etc., para que se possa dimensionar e quantificar as edificações que formarão a "vila".

A influência que a implantação de uma infra-estrutura social de apoio a qualquer empreendimento exerce nas regiões próximas é praticamente incontrolável. Os serviços por ela prestados são geralmente superiores aos até então existentes na área. Em mutios casos, são os únicos. O hospital de uma vila implantada em alguma região remota da Amazônia, por exemplo, não pode, por razões humanitárias, deixar de assistir à população pobre, ribeirinha, que a ele recorre. Este aspecto tem também que ser considerado no seu dimensionamento.

Maior, entretanto, é a atração exercida no pessoal que pretende se empregar no empreendimento e, não o conseguindo, se instala nas suas proximidades, oferecendo biscates e serviços não qualificados. Juntio ao núcleo "nobre", projetado para os operadores, acaba surgindo outro, com padrão muito inferior. Muitas empresas, já prevendo este assentamento e sua influência sobre o núcleo, prepara-o com uma infra-estrutura mínima, dotando-o de arruamento, água, esgoto, eletricidade e até instalações escolares e de assistência médica.

Prazer da Cor

Nosso clima tropical nos permite usar estampados, listrados, xadrez, tudo muito colorido o ano inteiro.
Precisamos aprender a superar o receio de ser diferente. Isso nos impede de "jogar" com as cores e seus efeitos, de aventurarmos numa ampla possibilidade de autodescoberta, de perceber que nos sentimos bem em cores jamais imaginadas!
É possível sentir o "cheiro do pólen" da primavera com usa da cor -- o prazer da cor!

Dicas de Espaços
Ambientes de refeições, como sala de jantar, podem ter tons associadas às cores dos alimentos, por exemplo, laranja, cenoura. Fuja das cores pálidas!

Cozinha não é área para relaxamento. Utilize cor quente e brilhante.
Dormitórios: tranquilize-se com cores suaves, como azul. 
Banheiros: se pequenos, aplique cores claras como branco, azul-turquesa, verde-azulado.

Dicas de Efeitos
- Encante um ambiente retangular, pintando de cor forte as paredes menores.
- Quer destacar um quadro ou objeto? Aplique uma cor intensa na parede onde estiver esse objeto
- Se quer rebaixar o teto, pinte-o mais escuro que as paredes.
- Alongue paredes, pintando com duas cores. Utilize cor mais clara na parte superior e entre as cores um
 border ou barrado. Ouse e sinta o efeito!

Dica Importante
Cores luminosas são mais alegres e a quantidade de branco retrata sua luminosidade. Essa característica influencia diretamente no nível de iluminação do ambiente.


O que é Arquitetura de interiores

Falar de arquitetura de interiores sem antes falar de arquitetura é uma tarefa muito complicada. Isso porque ao projetarmos uma casa ou outra edificação qualquer, nós, arquitetos, levamos sempre em consideração o que irá acontecer dentro desses espaços. Os ambientes são dimensionados de acordo com os usos e necessidades de cada cliente.

A arquitetura de interiores, de um modo geral, se resume ao aproveitamento máximo dos espaços internos tendo como objetivos a beleza e a harmonia entre os elementos, conforto e funcionalidade para os usuários.

O que a arquitetura de interiores engloba?
O projeto de interiores pode e deve ser elaborado juntamente com o projeto arquitetônico. Em casos de reformas, o projeto pode ser desenvolvido de duas maneiras: a primeira é através da distribuição dos espaços de acordo com usos e fluxos de pessoas em uma sala de planta livre, por exemplo. Pode-se estudar a separação das áreas social e íntima em uma residência ou o isolamento de locais com muitos ruídos do atendimento ao público numa empresa. A segunda maneira e a mais utilizada é a transformação dos espaços existentes para receberem novos usos, como converter casas em escritórios, consultórios ou estabelecimentos comerciais ou transformar um quarto que não se usa mais em home theater. Vale a pena lembrar que, por formação, o arquiteto tem conhecimento de questões estruturais, o que lhe permite a construção de forros e paredes para delimitar espaços ou a demolição das mesmas para ampliações, sempre tomando por base e estrutura existente.

Mas, independente dos casos descritos acima, um projeto de interiores engloba muito mais: a escolha do mobiliário adequado para cada ambiente com a possibilidade de um desenho exclusivo de acordo com a necessidade do cliente (escritórios sob medida, dormitórios, móveis para coleções, etc....); estudo de cores para destacar paredes, ampliar pequenos espaços, alegrar ambientes infantis...

A escolha de revestimentos sempre é uma tarefa complicada para o proprietário da obra, já que a variedade existente no mercado é muito grande. O arquiteto pode ajudá-lo na escolha certa para cada ambiente, tirando partido da variedade de produtos e de inúmeras combinações possíveis para tornar cada espaço único. A iluminação acontece da mesma forma: o projeto busca sempre a quantidade certa de luz para cada atividade desenvolvida dentro dos ambientes, as melhores opções de luminárias e economia de consumo.

O que é levado em consideração num projeto de interiores?
Na hora de elaborar um projeto de arquitetura de interiores, muitos fatores são levados em consideração como insolação e ventilação. A localização e os usos do imóvel também são analisados para se estudar as necessidades e restrições na legislação vigente. Mas um outro fator, talvez o mais importante a se considerar, é o perfil do usuário, das pessoas que irão utilizar esse espaço. Os gostos, preferências, culturas e hábitos devem aparecer no projeto para que as pessoas sintam-se bem no local que escolherem para morar ou trabalhar.

E agora, um assunto que interessa a todos: o quanto se quer e se pode gastar na obra. Deixar sua casa confortável não é luxo e não precisa custar caro. A arquitetura de interiores pode estar presente desde o início ou adaptar o que já existe, dependendo de cada situação.

A importância do profissional
A escolha de um arquiteto é um dos fatores que garante o sucesso da obra. Atualizado sobre novas soluções e produtos que surgem diariamente, seu planejamento evita gastos desnecessários como desmanchar o que já foi feito. E o mais importante é a certeza do resultado: tudo é resolvido em projeto. A apresentação é feita de modo que o cliente compreenda o resultado final através de plantas, cortes, perspectivas e maquetes e não tenha nenhuma surpresa desagradável no decorrer da obra.

Um bom arquiteto vai juntar todo seu conhecimento com os anseios do cliente. O nosso trabalho é sempre fundamentado em esclarecer sobre todas as decisões que serão tomadas e nunca impor nossa vontade sobre a do proprietário. E como já dizia o renomado arquiteto Arthur de Mattos Casas, “não acho que você tenha que mudar a cada estação que muda. Design e Arquitetura não têm que mudar igual à moda. Você não vai eliminando uma coisa acreditando noutra: você tem que ir acumulando coisas e mudando lentamente. Acho que é aí que você se envolve com o trabalho real, de fato, sincero, honesto e bom. Se for bom, você vai ver”.

Fonte: http://www.soarquitetura.com.br/template.asp?pk_id_area=19&pk_id_topico=277&pk_id_template=5

Sustentabilidade

A expressão da moda é: sustentabilidade. Mas o que quer dizer esta palavra que estampa capas de revista, páginas da internet e noticiários? Os planos do governo, os discursos da ONU e até as empresas a têm como meta, mas qual o seu peso? Como ela funciona na prática? Por que esta urgência repentina em correr atrás de algo que sequer ouvíamos falar?

Sustentável é todo processo que tem a qualidade de continuidade e preservação. Trocando em miúdos, é toda atividade humana que não extingue os recursos de seu ambiente, dando-lhe tempo e condições para que se renove, seja isto por meio natural ou também por ação humana. Sim, o homem pode alterar, estimular ou mesmo criar fontes de recursos e energia em seu ambiente – a exemplo das represas hidrelétricas e dos reflorestamentos das madeireiras. A sustentabilidade, porém, não é só o monstro a ser domado pelos governantes e empresas das grandes nações poluidoras. Ela também freqüenta nossas casas e nos empurra para dentro deste processo. Afinal, além da comoção passageira com aquela foto-clichê de árvores serradas na Amazônia, a preocupação com o ambiente tem outras escalas, indo do seu quarto ao seu planeta, dos madeireiros ilegais à conservação do asfalto de nossa cidade, ao playground do seu condomínio, à sua conta de luz e à própria cadeira onde você está.

Os dados ambientais publicados na imprensa são assustadores. Mas em vez de discutir as generalidades do assunto, apresentarei apenas sugestões e questões que tocam a Arquitetura, para mostrar que com ela é possível reverter este quadro ou, ao menos, não agravá-lo – o que já é de bom tamanho. E também para descobrirmos que somos mais importantes neste processo do que imaginamos.

A Arquitetura é uma atividade que já implica de imediato no que há de mais simples e nobre na sustentabilidade: o planejamento. Aplicado desde a escolha do local da obra, no Projeto Arquitetônico e na própria construção, o planejamento pode carregar a sustentabilidade sem atrapalhar em nada a realização e o conceito de seu Projeto. A sustentabilidade pode, inclusive, trazer uma nova visão sobre a Arquitetura. Analisemos a princípio o Projeto de uma casa. Antes dele, a escolha do lote é o primeiro diferencial: sua posição definirá a distribuição dos ambientes quanto à insolação. Se o fundo de seu lote está voltado para o sul, por exemplo, os quartos voltados para ele – que terá uma provável área de lazer – serão pouco ensolarados, isto é, menor retenção de calor e iluminação, menor exploração do bem-estar e maior conta de luz. Assim como a posição, a localização do lote também conta: as Áreas Verdes próximas, por exemplo, são motivo de atenção. Nossas leis municipais exigem sua presença nos loteamentos, fechados ou não, porém isto não se traduz em matagais em áreas de sobra. Tais Áreas podem ser plenamente utilizadas pelos moradores para o lazer, cultura e esportes. A vegetação, aliás, deve ultrapassar as Áreas Verdes exigidas, através da arborização das vias, das próprias residências e da não-pavimentação de superfícies que permitirem isto. Todo este conjunto criará, com um mínimo de investimentos, resultados tão simples quanto importantes: mais qualidade de vida, maior preservação do meio-ambiente, total funcionalidade e o efeito de microclima, tantas vezes deixado de lado, mas vital. Ele traz aquele bem-estar ímpar tal qual o sentido ao percorrer uma rua repleta de árvores. As grandes metrópoles, já sem alternativas, apelam para a construção por inteiro destes ambientes, numa guerra de folders imobiliários onde condomínios verticais e horizontais são recheados de Áreas Verdes. Nós ainda temos a opção de não chegar lá, exigindo um crescimento urbano saudável.

Já no Projeto, a sustentabilidade pode ter vários papéis. As portas e janelas, por exemplo, podem ser planejadas para aproveitar a iluminação e a ventilação naturais ao máximo, através de sua localização sobre áreas de trabalho (bancadas de cozinha, áreas de estudo, livings etc.), em paredes opostas permitindo ventilações cruzadas ou voltadas para o melhor momento de insolação que o ambiente necessita. Esta atenção diminuirá o uso de iluminação e condicionamento de ar artificiais e, assim, seu bolso e nossas fontes de energia agradecerão: atualmente o homem extrai a energia do planeta num ritmo 25% acima de sua capacidade de renovação, ritmo ainda crescente. Outra sugestão de Projeto de extrema importância é o tratamento adequado dado às águas da chuva. Antes que alguém amaldiçoe o descaso à qualidade de nossas ruas, às galerias pluviais e ao planejamento, trarei à tona nossa responsabilidade – pois parte dos problemas que as chuvas e inundações causam, dos quais reclamamos, é de autoria dos cidadãos. A Arquitetura não dá conta do combate ao abominável hábito de jogar lixo pela janela dos carros ou nos terrenos, mas pode oferecer soluções extremamente úteis, tendo a maioria delas um propósito comum: cada lote dar um fim responsável à quantidade de água das chuvas que recebe. Hoje, a maior parte desta água é jogada rapidamente à coleta urbana ou diretamente às ruas, juntando-se à água que vem de outros lotes, de outros quarteirões e de outros bairros, numa soma venenosa que transforma muitas de nossas vias em verdadeiras calhas urbanas. Porém, há idéias simples que quebram este ciclo. Já acessível, ainda que a certo custo, podemos citar o armazenamento e tratamento particular da água das chuvas para seu reaproveitamento com vários fins: vasos sanitários, torneiras de jardins, quintais e estacionamentos. Em empresas e indústrias, incluímos aí lavagens, resfriamento, irrigação, consumo de animais, reservas de incêndio etc. Ainda a certo custo, pode-se até localizar no Projeto uma estação de pré-tratamento de esgoto – que não traz retorno direto ao dono, mas trará à cidade. E para quem fez cara feia ao ler “investimentos”, há meios mais simples que não reaproveitam a água mas têm os mesmos resultados na preservação do nosso ambiente-cidade ante o caos das enxurradas. O combate ao velho costume da impermeabilização imprudente é um deles. É uma lógica simples, onde não se pavimenta nem se reveste o solo, dando a ele a capacidade e o tempo necessário para absorver a maior parte possível da água das chuvas. Na prática, sua aplicação é através da previsão de áreas permeáveis (jardins, por exemplo) ou, quando necessário, cisternas que maximizam o tempo de absorção da água pelo solo e reduzem a quantidade de água dispensada. Atitudes simples e eficazes que, se a maior parte da cidade a adotasse, teríamos carnavais com melhores lembranças.

5 de jul de 2011

Visita a Veneza pode ser feita virtualmente

Site permite navegar no interior de imagens em ângulo de 360º.

Fazer uma visita a Veneza não demanda mais um deslocamento. Na última quinta-feira (17) foi lançado um site que permite uma visita virtual à cidade alagada e aos arredores de alguns museus.
A página propõe itinerários turísticos, até para zonas menos conhecidas da cidade, e possibilita um passeio virtual nos principais canais da cidade dos doges. Sendo que o internauta pode navegar em imagens tiradas em ângulo de 360°.
O município tem planos de incluir, em uma segunda etapa do projeto, fotografias de restaurantes, hotéis e artesãos para ampliar o leque de “visitas” dos que acessam o site.
Fonte: http://www.portaldoarquiteto.com 
    

30 de jun de 2011

Patrimônios da Humanidade

Unesco escolhe 25 novos lugares e monumentos de várias partes do mundo.
A agência da ONU direcionada à educação, ciência e cultura - Unesco - escolheu 25 novos patrimônios da humanidade localizados em várias partes do mundo.
Em termos de belezas naturais estão a Costa de Ningaloo, na Austrália, as ilhas Ogasawara, no Japão, os lagos no grande vale do Rift no Quênia e o deserto de Wadi Rum, na Jordânia.
Os outros 21 locais foram escolhidos com base na grandeza cultural que carregam. Alguns exemplos são o centro histórico de Bridgetown, capital de Barbados, o lago Oeste de Hangzhou, na China, as plantações de café da Colômbia e o Jardim Persa no Irã.
Com o acréscimo, a lista do Patrimônio Mundial da Unesco ficou com um total de 936 locais, sendo 183 naturais, 725 culturais e 28 'mistos'. Localidades brasileiras também integram a lista: Brasília (DF), Ouro Preto (MG), Olinda (PE), Pantanal (MT), arquipélago de Fernando de Noronha, Atol das Rocas (PE), Parque Nacional do Iguaçu (PR) e a Chapada dos Veadeiros (GO).

 Fábrica Fagus - Alemanha
 Forte Jesus - Quênia
 Ilhas Ogasawara - Japão
 Mesquita de Silimiye - Turquia
 Monastério de San Salvatore - Itália
 Paisagem mediterrânea de Causses - França
 Templo de Chusonji - Japão
Sítios arqueológicos da Ilha de Meroe - Sudão

8 de jun de 2011

Cacto inspira projeto de prédio

A paisagem desértica é uma das imagens mais marcantes quando pensamos no Oriente Médio e inspirou o projeto do edifício.

O edifício em forma de cacto foi pensado também com um sistema que, de acordo com o calor e com a iluminação, abre e fecha as janelas, criando sombras e deixando a temperatura interior mais amena.
Desta forma, o projeto se assemelha ainda mais com a planta. Desenvolvido pelos arquitetos da empresa tailandesa Aesthetics Architects, o prédio abrigará o Ministério de Municípios e da Agricultura no Catar, um emirado da Península Arábica.

Geometria dá forma a casas de origami

A ideia veio depois que um sismo atingiu seu país, em maio de 2010, matando centenas de pessoas.

O arquiteto chinês Ming Tang utilizou o origami e as formas geométricas para projetar diversos modelos de casas em bambu.
A finalidade das construções é serem utilizadas como abrigos temporários por vítimas de terremotos. As moradias ecologicamente corretas podem ser dobradas nas mais variadas formas e instaladas nos mais diversos lugares e situações.